[Verse 1] Nasci num pátio de terra com a avó a ler a sorte o meu pai fazia estrada e a minha mãe fazia norte Cresci com cheiros de pão e ferrinhos na mão do meu tio aprendi cedo a sorrir mesmo com o bolso vazio
[Pre-Chorus] E quando a noite chamava a família juntava a voz um copo, um beijo, uma prece e o mundo ficava em nós
[Chorus] Sou cigano de Portugal com a lua na minha pele Sou cigano de Portugal ninguém me prende, ninguém me leve Levo a casa no coração (na estrada, na estrada) Levo a casa no coração (no peito, no peito)
[Verse 2] Tem quem olhe de lado sem saber do meu nome sem ver a mesa comprida onde ninguém passa fome Tem quem tema o que não entende mas eu ando de cabeça erguida com a honra dentro do passo e a verdade na voz unida
[Pre-Chorus] Se a vida fecha uma porta eu abro outra com as mãos porque o sangue da minha gente não esquece suas canções
[Chorus] Sou cigano de Portugal com a lua na minha pele Sou cigano de Portugal ninguém me prende, ninguém me leve Levo a casa no coração (na estrada, na estrada) Levo a casa no coração (no peito, no peito)
[Bridge] No verão, feira na vila crianças a correr no chão as mulheres de lenço florido os velhos com o cigarro e a bênção E eu canto por quem veio antes por quem veio e por quem virá se me perguntam de onde eu sou digo: da minha gente, cá
[Chorus] Sou cigano de Portugal com a lua na minha pele Sou cigano de Portugal ninguém me prende, ninguém me leve Levo a casa no coração (na estrada, na estrada) Levo a casa no coração (no peito, no peito)
Style of Music
Portuguese fado-gypsy ballad with 94 BPM swung palmas and nylon-string guitar, accordion, and upright bass; verse stays close and sparse, pre-chorus lifts with handclaps and a rising violin line, chorus opens with stacked gang vocals and a chantable refrain. Voice is intimate and cracked in verses, doubled on hooks with short delay throws. Reversed guitar swells, heel taps, and a final cymbal wash bridge the sections. Warm, earthy mix — intimate and cinematic.