Lyrics
No radar vê-se a superfície frontal, linha tensa
Massas de ar em choque, diferença intensa
Ar quente sobe, ar frio avança
Equilíbrio quebra, começa a mudança
É frente polar, limite natural
Entre o tropical e o ar polar
Quando há desnível térmico brutal
Nasce a tal perturbação frontal
Baixa pressão a rodar no mar
Depressão pronta pra descarregar
Isóbaras juntas, vento lateral
Clássico padrão sinótico nacional
Se o ar frio entra agressivo
Tem subida rápida, efeito explosivo
Nuvens cumulonimbus no visual
Prepara a descarga vertical
É frente fria, chuva intensa, curta duração
Queda rápida de temperatura, rotação
Rajada forte, limpa o canal
Depois céu aberto — contraste total
Mas se é frente quente que chega devagar
Ar quente desliza sem turbulentar
Chuva contínua, ritmo constante
São chuvas frontais no quadrante
Interior aquece, verão pesado
Solo quente, ar instável ativado
Corrente ascendente ganha direção
Formam-se torres na convecção
São chuvas convectivas, pancada repentina
Trovoada elétrica que ilumina
Curta duração, mas intensidade brutal
Precipitação vertical
No relevo o vento é forçado a subir
Na encosta começa a condensar e cair
Barlavento verde, sotavento desigual
É chuva orográfica, efeito local
Serra da Estrela, altitude em ação
Gradiente térmico, condensação
Portugal pequeno, clima complexo
Atlântico dita o contexto
Anticiclone tenta bloquear
Mas a depressão volta a entrar
Dinâmica viva no litoral
Flow meteorológico nacional
Frente fria — impacto frontal
Frente quente — processo gradual
Na superfície frontal tudo acontece
A atmosfera nunca adormece
Convectivas, calor a subir
Frontais, sistemas a evoluir
Orográficas na serra a cair
Portugal no beat — sempre a reagir