Meu precipício... Vejo as ondas fortes do mar O que me restou foi o altar E as flores que botei pra Oxalá Na sacada da varanda, o mesmo se fez: A testemunha ocular Levou embora a jarra de café, O bule, o pano de prato e a minha fé Até minha camisa do Império sumiu Com a estampa do Beto Sem Braço, Que me consumiu... em dores mil A nega nem deixou bilhete no balcão, Só a saudade esquentando meu coração Na parede ficou o retrato do Dominguinhos E eu rezo a solidão em Dó menor, Na dissonância do meu cavaquinho, Espalhando preces pelo caminho No dia seguinte, ela me perguntou se estava tudo bem Bati a porta dizendo: "Leva também o retrato Daquela mulata que o Lan desenhou, meu bem!" Agora eu visto minha dor na arquibancada Grito teu nome na madrugada Se a saudade me aperta, eu canto o hino No meu peito… restou o Mais Querido