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Em "Memórias Póstumas de Brás Cubas", o defunto-autor de
Machado de Assis diz que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma
criatura o legado da nossa miséria. Talvez em 2024 isso faça sentido,
porque o tema é uma das faces mais perversas do brasileiro. Com isso,
surge a questão do tema no Brasil, seja pelo não cumprimento das
cláusulas pétreas, seja pela falta de acesso à educação, com o que
corrobora o personagem machadiano.
Primeiro, é incontestável que a falha na aplicação da Constituição
esteja entre as causas do problema. De acordo com o Artigo 3
constitucional, o brasileiro tem o direito de ter uma sociedade livre, justa e
solidária. No entanto, é possível perceber que no Brasil o problema central
impede esse direito de ser desfrutado por pessoas que fazem parte do
grupo principal. Tal situação não condiz com a Magna Carta e ratifica Brás
Cubas.
Outrossim, segundo o trecho do texto base da prova, tal ponto
relacionado ao problema é relevante. Ademais, o pedagogo Paulo Freire
diz, ainda, que a educação muda as pessoas e essas mudam o mundo.
Assim sendo, observa-se que o problema central é uma realidade nacional
e, sendo um problema sério para o Brasil, associada à falta de educação
brasileira, vê novos horizontes demasiadamente distantes. Dessarte, a
mudança no país demora a acontecer e legitima o defunto-autor.
Destarte, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Portanto,
cabe ao Governo Federal construir delegacias especializadas em crimes de
ódio contra o problema central por meio de projetos administrativos, a fim
de atenuar a prática do preconceito na sociedade. Isso auxiliará na
aplicação da Constituição de 88. Ainda cabe à escola abordar o problema
central via palestras, com o fito de informar crianças e jovens sobre o
assunto no país, e de diminuir, assim, este problema. Deste modo, com
essas propostas postas em prática, constrói-se, então, uma sociedade mais
justa, mais educada e fiel aos princípios constitucionais, e cria-se um
país de que Brás Cubas pudesse se orgulhar.