Lyrics
[Verso]
Na estrada de terra, levava o meu chapéu,
Montado no meu cavalo, mirando o céu fiel.
Sentia o vento passar, cheiro de chão molhado,
Era simples aquele tempo, mas de coração abençoado.
[Verso 2]
Lá na venda do seu Zé, comprava um guaraná,
As crianças na calçada, brincavam de lá pra cá.
O sino da igrejinha, chamava pra oração,
Todo mundo se juntava, era pura devoção.
[Refrão]
Recordações de um sertão antigo,
Onde o tempo passava devagar.
As histórias e os amigos,
Sempre vão me acompanhar.
[Verso 3]
No terreiro do vovô, contava casos mil,
Sobre o amor de raiz, que nunca era sutil.
A fogueira acendia, chama brilhava forte,
Cada chama um conto, cada faísca uma sorte.
[Ponte]
Saudade apertada, memória tão querida,
Da vida simples, de uma gente tão viva.
Os anos se passaram, mas eu vou carregar,
Esse sertão no peito, pra nunca se apagar.
[Verso 4]
Aqui no asfalto quente, não esqueço daquele lugar,
Do cheiro da roça, do barulho do luar.
Enquanto o sol se põe, na saudade me embrenho,
E lembro do meu sertão, o meu eterno alento.