No mar profundo, sozinho vou remar Nas águas escuras, a fúria a me guiar O vento traz o som da dor que já vivi Meu filho foi embora, mas o mar não vai fugir E eu procuro, no abismo desse mar Aquela sombra, a baleia a me esperar Com o arpão em mãos, o ódio é meu farol Mas algo em mim ainda quer ver o sol Eu vim pra te caçar, eu vim pra te enfrentar Mas no fundo, a maré começou a mudar Senti a dor nos seus olhos, o luto que é igual E agora a vingança não parece mais tão real No horizonte vejo o rastro de seu andar Um gigante quieto, que o destino veio traçar Mas quando nos olhamos, algo se acendeu A dor que eu carrego é a mesma que é seu E a maré me leva para longe da razão Agora o ódio cede, sinto a redenção Com o arpão abaixado, eu respiro o sal Deixo o ciclo acabar, o fim não será fatal Eu vim pra te caçar, eu vim pra te enfrentar Mas no fundo, a maré começou a mudar Senti a