De levezinho Acene a vida Doe flores e ame intensamente Porque o ontem Já se foi ao longe deitar-se no passado E o minuto que nasce já é futuro Ninguém o tem nas mãos E porque O presente estica-se aqui tão vivo Tão disponível, tão nu pulsa vivo e teso Como um pirilampo que vês no ouvido da palma nocturna Então acenda hoje devagarinho A cortina da vida, aproveite Com esse cheiro do toque solar Pois o presente Tem que ser agora Porque o amanhã Pode estar guardado para as cinzas Duma útopia inexistente.