[Verse] Zé da Manga sonhava alto pedreiro como a vida bruta Tijolo e cimento lutava menino de alma astuta Idolatrava o Receba Luva de mãos feridas Sonhando encontrar seu ídolo em tardes destruídas
[Verse 2] Coração batia forte na cidade empoeirada Queria ver o herói Num palco feito de nada Moto roncava forte na estrada sinuosa Destino traçava linhas de forma tão caprichosa
[Chorus] Luva de Pedreiro Zé nunca encontrou Na curva fechada A sorte o abraçou A estrada levou Um sonho se apagou Receba essas lágrimas Nessa dor eu vou
[Bridge] Corpo coberto de poeira De concreto e fumaça Zé virou saudade Na obra a vida fracassa Ecoam gritos no vazio Alma bruta que almejava Um encontro impossível Sonho que desesperava
[Verse 3] Manga nas mãos Esperança de ontem Zé não sabia Mas seu fim já tinha um corte Destino cruel Ironia da vida brasa Moto parou Coração não mais o caça
[Chorus] Luva de Pedreiro Zé nunca encontrou Na curva fechada A sorte o abraçou A estrada levou Um sonho se apagou Receba essas lágrimas Nessa dor eu vou