歌詞
No trono de camarotes, Vieira ergueu-se vaidoso,
Mas sob o brilho dos troféus, há escárnios silenciosos.
Sete Campeonatos nacionais espalhados em dezoito anos,
Tres Taças de Portugal, heptarquia da Taça da Liga,
Cinco Supertaças — vinte e dois títulos no total,
Mas em glória europeia… nada além do habitual.
Rui Costa assumiu com promessas de limpeza, de gestão transparente,
Mas até agora… apenas um campeonato nacional conquistado,
E uma Supertaça — sombras pequenas, quando comparadas à avalanche
Dos rivais, ao peso histórico que Benfica merece erguer.
Quantos anos de espera, quantos sonhos adiados,
Quando vestes vermelhas, esperas títulos, não retalhos.
Gestão impecável no discurso, mas a conta não bate,
Promessas de mudança, mas a luz tarda em aparecer.
Rui Costa ou Vieira? Votar num deles é asneira!
Que se ergam vozes novas, Hay esperança verdadeira!
João Noronha Lopes, João Diogo Manteigas — solução certeira,
Porque o Benfica merece mais que desculpas passageiras!
Vieira construiu estádios, ergueu o Seixal, sim, investimentos,
Mas obra física não substitui alma nos 90 minutos.
Quando perdemos pontos, competições internacionais,
As fileiras tremem, os sócios questionam os manuais.
Rui Costa brilha na história como jogador excelsior,
Mas na cadeira presidencial pesa pouco o esplendor.
Um mandato que se estende, uma herança que questiona,
Quando se exige ambição, nos jogos fora, nos dias de lona.
Eis que surge Noronha Lopes, empresário, dignidade,
João Diogo Manteigas, voz do sócio, sede de verdade.
Eles não herdam passado corrupto, palavras vãs, tabelas gastas,
Vêm trazer transparência, voz dos adeptos, daqui a mágoa basta!
Porque um presidente é mais que apito final no Estádio da Luz,
É compromisso, pulso, coragem — não discursos na cruz.
Vieira deixou rastros judiciais, exaltações vazias, orgulho ferido,
Rui Costa ainda ecoa promessas, mas o troféu tem sido contido.
E tu benfiquista, ergue o punho, não cedas à resignação,
Com Noronha Lopes ou com Manteigas talvez vejamos redenção.
Que vençam aqueles que não juram fidelidade ao passado,
Mas que ameacem o limiar do possível, que façam do clube sagrado.
Rui Costa ou Vieira? Votar num deles é asneira!
João Noronha Lopes ergue a voz, Manteigas clama pela bandeira!
Que o Benfica renasça em glórias, não em cinzas ou lampejos,
Porque este coração encarnado aguarda feitos, não desejos.
Não queremos mais títulos que são de papel, de estatísticas frias:
Queremos vitórias que arremessam medos, que enchem bancadas,
Queremos campeão que chegue, campeão que faça história.
Nem Vieira nem Costa — basta de amarras, chega de memória vazia!