Testi
O gado segue berrando, parece que adivinhando, qual será o seu destino,
obedecendo o tropeiro, sempre firme e altaneiro, com chuva e sol a pino.
Leva a imagem de um santo, pra benzer os quatro cantos,
para não haver estouro,
junto as cordas que se arrastam,
as pedras que se desgastam,
nas patas de um pingo mouro.
Junto as cordas que se arrastam,
as pedras que se desgastam,
nas patas de um pingo mouro.
Êra êra, êra êra, êra êra do tropeiro,
êra êra chuva e poeira, sempre firme e altaneiro.
Êa, êra, êra êra, esses homens pioneiros,
que alavancaram o progresso do nosso chão brasileiro.
Pra ajudar na lida dura, um gole de canha pura, e um paiêro bem fechado,
e só pra ver o tropél, um taura quebra o chapéu,
e da lhe um grito pra o gado.
E na próxima parada, tem bóia pra peonada, chimarrão e cantoria,
com saudade dos herdeiros,
adormece o tropeiro aguardando um novo dia.
Com saudade dos herdeiros,
adormece o tropeiro aguardando um novo dia.
Êra, êra, êra, êra, êra êra do tropeiro,
êra, êra chuva e poeira, sempre firme e altaneiro,
Êra, êra, êra êra, esses homens pioneiros,
que alavancaram o progresso do nosso chão brasileiro.