Testi
(Verso 1)
Tô longe da estrada de terra,
Do cheiro do mato e do sol,
Na cidade a vida é bonita,
Mas falta o cantar do anzol.
(Pré-refrão)
Troquei o gado por concreto,
Mas o peito ainda é sertão,
Quando o vento bate no rosto,
Sinto a roça no coração.
(Refrão)
Ai, que saudade do interior,
Da viola, do amor e do pôr do sol,
Do fogão à lenha e do calor,
Da vida simples que vale mais que o lençol.
(Verso 2)
A lua clareando o terreiro,
O rádio tocando modão,
O cheiro de chuva no tempo,
Me traz lembrança e emoção.
(Pré-refrão)
Aqui o som é de buzina,
Mas lá o galo é despertador,
E toda vez que olho as estrelas,
Me dá saudade e um nó de amor.
(Refrão)
Ai, que saudade do interior,
Do sorriso do povo e do sabor,
Da pamonha quente, do tambor,
E do abraço que cura a dor.
(Ponte – com batida moderna e voz suave)
Pode ter festa, pode ter neon,
Mas o luar da roça brilha mais que o tom,
Meu coração é simples, mas tem valor,
É raiz, é chão, é interior.
(Refrão final – com backing vocal e arranjo de sanfona e beat leve)
Ai, que saudade do interior,
Da viola, do amor e do pôr do sol,
Mesmo longe, carrego essa cor,
Sou do campo, sou amor, sou interior.