Testi
Ô, povão, somos nós, os togados do STF,
Com nosso chorinho torto, ninguém acredita, né?
A caneta na mão, faz a lei dar um nó,
Chorinho não dói, mas o Brasil tá no pó!
Nós sambamos na toga, mas pisamos na bola,
Decisão vai e vem, é um tal de enrola.
O povo tá gritando, chamando a gente de vil,
Mas somos só uns poetas do Supremo Brasil!
Ô, chorinho não dói, mas é duro aguentar,
A Constituição na mão, e a gente a bagunçar.
Raul nos ensinou, com seu jeito de maluco,
"Justiça que samba torto é um castelo de trucos!"
No plenário, meu bem, a gente faz um auê,
Voto pra lá, pra cá, ninguém sabe por quê.
Somos vítimas, coitados, do peso da nação,
Carregamos a toga com tanta dedicação!
Chorinho não dói, mas corta como navalha,
O STF é o palco, e a lei é nossa falha.
Ô, Brasil, perdoa, que a gente errou feio,
Mas no chorinho torto, a culpa é do meio!