Testi
Oficializado em 1922, o Hino Nacional do Brasil alude à vigência de uma sociedade ética, justa e igualitária, mas, por conta de sua complexidade interpretativa, é meramente decorado pelos filhos de sua pátria, distanciando-se de um exemplo a ser seguido. Desse modo, mesmo após cem anos, é possível observar que a realidade contemporânea distancia-se dos versos do maior símbolo lírico brasileiro, visto que o tema deslegitima o princípio da igualdade, a qual foi, supostamente, conquistada com braços fortes. Com base nesse panorama, não se pode hesitar em analisar o problema, cuja reverberação é potencializada, sobretudo, pela inércia governamental e pela apatia social.
Sob esse viés analítico, é importante destacar que o Estado brasileiro, não à toa reconhecido internacionalmente por sua falha gestão, negligencia o TEMA. Tal premissa tem como gênese, consoante ao pensamento do jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein, a ineficácia das ações estatais, visto que, embora garanta ser completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza na prática, formando, dessa forma, uma multidão de “Cidadãos de papel”.