Nos teus braços estrangeiros Se acende o cume Tua voz, é o poema Onde embarcam navegantes Em mar a sinfonia melódica do cosmos De olhar, O coração vaga o espasmo dum templo nas mãos Onde se constroem a coreografia das vozes até à dimensão milenar A cor da luz É onde encontro Um Porto Seguro Então os dedos se curvam a imensidão da matéria Desenhando na pele o cheiro do seu corpo E me curvo a ti, ao momento da procissão, como navegante dum corpo celeste ou universo qualquer Então calo-me ante a dimensão da noite, para não ofuscar o som do batuque ou A sinfonia melódica.