Nas curvas do rio, o sol vai se pôr, Canta o vento, sopro de amor. A terra rachada espera chover, No peito da gente, a esperança a crescer. O gado caminha ao som do trovão, No céu de estrelas, uma oração. O luar clareia a estrada sem fim, Os pés no chão me levam até mim. E no caminho que eu vou trilhar, Levo a fé pra me guiar. Na poeira do sertão, meu coração É como o canto do acordeon.