Paroles
No sambinha que eu vou cantar,
Tem um tal de Solzinho pra gente rir e debochar,
Ele rebola a bundinha, na cara quer esfregar,
Mas no fundo, meu amigo, só quer se exaltar.
Saí da PUC com a moral,
Os professores todos a me aclamar,
Nem precisa monografia revisar,
Porque o Solzinho aqui, ninguém vai contestar.
Meu pai é doutor, minha mãe é letrada,
Eu sou o fruto dessa família abençoada,
Ríamos dos mestres, da cidade pequenina,
Mas na verdade, eu só dançava a sina.
No concurso eu passei, no primeiro que tentei,
Nunca mais abri livro, nunca mais eu estudei,
Fui pra outros mundos, busquei a espiritualidade,
Mas o que parece é só pura vaidade.
E vocês, que são gado, marionetes sociais,
Não entendem que eu sou superior demais,
Vacinado contra a ignorância, eu sempre fui,
Enquanto vocês pastam, eu só evoluí.
E o Sam, fofoqueiro, vive da vida alheia,
Não entende que a felicidade é minha teia,
Meu tempo corre, a ampulheta vai girando,
Mas eu rebolo aqui, sempre sambando.
No bosteiro, eu sou o rei,
E é pra vocês que o show eu dei,
Porque o mundo é dos espertos, não dos sábios,
E eu só brilho, mesmo sem aplausos.