Há momentos em que é muito difícil reconhecer o erro, e a gente se perde tentando parecer tão perfeito.
Às vezes é difícil se livrar do medo, a alma se cala e a consciência aponta o dedo.
Parece impossível conjugar o verbo amar, uma ponte que não dá para atravessar.
Lágrimas que se misturam com a água do chuveiro ou são absorvidas pelo travesseiro.
E a vida segue por uma direção, não se abala por uma opinião. Nasce uma força forjada na dor, entendo o meu valor, me faz reconhecer quem eu sou.
Entendi que, do coração, algumas coisas precisam sair para que eu possa entrar: não exigir para ganhar, não me anular para caber, não me mostrar para ser, não dormir para voltar a sonhar.
O fim é um começo, caminho que ainda não conheço.
A estrada vira uma escalada, com ventos fortes nessa jornada. Mundos desertos me levaram para os braços certos.
Quem me conhece, pois sabe quem realmente sou, desvenda o que é real e o que o tempo não transformou, e firma os meus pés, mesmo quando não há chão. Meu abrigo nessa imensidão.