[Verso 1] Na esquina da bica Bem cedo Vinha o homem do passo devagar Camisa aberta Sorriso torto Um assobio a cortar o ar
Puxava o carrinho rangendo Bilhas gorduchas Prontas pra entrar E a vizinhança rindo baixinho “Lá vem ele a rebolar”
[Chorus] Rebola bilhas Rebola Rebola Vai dançando por cada portão Cada degrau é uma nova mazurca Cada suspiro Mais uma razão Dizem que encheu meia fortuna Só com o “vento” da própria barriga Rebola bilhas Rebola Rebola Que o teu tango já paga a fadiga
[Verso 2] Na tasca contavam em segredo Que o truque era só intestinal Que ele sentava em cada garrafa Como quem guarda ouro num cofre final
A dona Arminda jurava “É milagroso Acende melhor” E ele piscava Mão na cintura Dando ao quadril Cheio de suor
[Chorus] Rebola bilhas Rebola Rebola Vai dançando por cada portão Cada degrau é uma nova mazurca Cada suspiro Mais uma razão Dizem que encheu meia fortuna Só com o “vento” da própria barriga Rebola bilhas Rebola Rebola Que o teu tango já paga a fadiga
[Ponte] Quando anoitece e o bairro se cala Ele conta as moedas na mesa da sala Ri sozinho Solta um trovão “Obrigado Meu pobre Bendito intestino Que fizeste faísca virar ganha-pão”
[Chorus] Rebola bilhas Rebola Rebola Vai dançando por cada portão Cada degrau é uma nova mazurca Cada suspiro Mais uma razão Dizem que encheu meia fortuna Só com o “vento” da própria barriga Rebola bilhas Rebola Rebola Que o teu tango já cheira a intriga
Style de musique
Playful tango in a smoky bar vibe, bandoneon leading with sly slides and stabs, upright bass walking in a tight pocket, nylon-string guitar flicks. Male vocals, half-spoken storytelling on verses, then a wider, sing-along chorus with cheeky background responses. Energy starts intimate and conspiratorial, blossoms into a rowdy, winking climax with dramatic stops and quick flourishes for punchlines., tango