[Intro] [Ligando sistema] Tela preta Cursor piscando "ACESSO CONCEDIDO" ecoando na mente
Respiração metálica Frio no osso Calor no peito Voz dentro do fone sussurra: "bem-vindo ao vazio do poder" (hã)
[Verse 1] Ele sobe degrau por degrau Com o sangue de quem empurrou da escada Diz que é peso da coroa Mas o que pesa é cada alma esmagada
Mesa longa Cadeira alta Olhar de vidro Mente quebrada Contando voto Contando corpo Cada número Uma face apagada
Prometeu céu Entregou grade Cidade em crise Ele em camarote Cada lágrima vira moeda Cada grito Só vira bit no note
Assina papel que ninguém leu Aperta a mão que ninguém confia Fala em ordem Fala em paz Mas dorme abraçado com a covardia
Olha a mão Tá limpa? tá nada É só que o sangue secou Virou crosta dourada
[Chorus] Esse é o vazio do poder Trono alto Coração oco (coração oco) Quanto mais manda Menos é Se afoga sozinho num copo pouco
Esse é o vazio do poder Grita forte pra calar o medo Quando apaga a luz do palácio Só sobra a sombra e o segredo
Esse é o vazio do poder Forte por fora Ruína por dentro Levanta império pra tapar buraco Que cresce no próprio peito
[Verse 2] Primeiro mandato Sorriso largo Segundo mandato Riso travado Terceiro esquema Quarto cadáver Quinto whisky Sexto advogado
Na parede Quadro oficial Na gaveta Foto que rasgou Amigo de infância Testemunha incômoda Subiu no noticiário Depois sumiu Acabou
Ele jura que faz pelo povo Mas nem lembra o nome da rua Onde uma mãe implora remédio E reza pra conta de luz não vir crua
Na capital Jantar caro No bairro Panela vazia Ele posta texto emocionado Enquanto edita comentário que xingaria
Diz que é peso da função Mas é sede É fome É vício Quanto mais alto o cargo sobe Mais desce o nível do sacrifício
Olha o espelho Ele desvia Vê o terno Não vê o homem Vê o cargo Não vê o corpo Só vê o próximo sobrenome
[Chorus] Esse é o vazio do poder Trono alto Coração oco (coração oco) Quanto mais manda Menos é Se afoga sozinho num copo pouco
Esse é o vazio do poder Grita forte pra calar o medo Quando apaga a luz do palácio Só sobra a sombra e o segredo
Esse é o vazio do poder Forte por fora Ruína por dentro Levanta império pra tapar buraco Que cresce no próprio peito
[Bridge] [Beat afunda Vocal quase sussurrado] E se um dia a ficha cai? Se o grito volta Se o eco dói? Sem holofote Sem segurança Vai encarar quem ele destrói?
Quando a multidão dispersar Quando o microfone falhar Quem segura a sua mão tremendo Quando o passado vier cobrar? (hã)
Quando a placa com o seu nome Enferrujar na parede fria O que sobra além da manchete Do rumor e da covardia?
[Chorus] Esse é o vazio do poder Trono alto Coração oco Quanto mais manda Menos é Se afoga sozinho num copo pouco
Esse é o vazio do poder Grita forte pra calar o medo (grita mais) Quando apaga a luz do palácio Só sobra a sombra e o segredo
Esse é o vazio do poder Forte por fora Ruína por dentro Levanta império pra tapar buraco Que cresce no próprio peito
Style de musique
Dark Brazilian trap storytelling in the 7 Minutoz lineage: heavy sub-bass, glitchy atmospheric synths, and cinematic risers under male vocals. First verse almost whispered over sparse hits, then drums slam in for the hook with distorted ad-libs. Second verse grows denser and angrier, layered choirs in the background on key lines, ending on a chilling bass-only outro that lets the final words hang in the air.