Paroles
Foi no acaso de um outono qualquer,
Entre livros, olhares e fé.
Te vi sorrindo sem saber por quê,
E o tempo parou só pra eu te ver.
Falávamos da vida e dos desenganos,
Você sonhava com outros planos.
Mas havia em ti um céu escondido,
Que o meu coração já tinha entendido.
Eu tinha medo, feridas e promessas,
Pedi a Deus que fosse só se houvesse certeza.
E quando vi teus olhos, eu soube, afinal:
Era o começo do meu ponto final.
No fim da tarde, o céu se fechou,
E a tempestade sobre nós desabou.
Debaixo do pergolado, tudo se calou,
E o primeiro beijo enfim selou.
Dois anos depois, ainda posso jurar:
O universo inteiro está no teu olhar.
Depois do retiro, o peito apertou,
Rezei baixinho, e o céu escutou.
Te escrevi entre o medo e a coragem,
E ouvi tua voz: “não vou desistir de você.”
A cidade dormia, o tempo corria,
E Deus já sabia o que acontecia.
Debaixo do pergolado, a chuva caiu,
E o amor, na tempestade, surgiu.
Não era acaso, nem ensaio, nem plano,
Era promessa escrita há tantos anos.
E quando o trovão se fez canção,
Eu senti tua mão na minha mão.
No fim da tarde, o céu se fechou,
E a tempestade sobre nós desabou.
Debaixo do pergolado, tudo se calou,
E o primeiro beijo enfim selou.
Dois anos depois, ainda posso jurar:
O universo inteiro está no teu olhar.
A cidade acalmou, a chuva passou,
Mas o amor que nasceu, jamais se apagou.
Cada riso, cada toque, cada olhar,
É um universo que só eu sei contar.
No fim da tarde, o céu se fechou,
E a tempestade sobre nós desabou.
Debaixo do pergolado, tudo se calou,
E o primeiro beijo enfim selou.
Dois anos depois, ainda posso jurar:
O universo inteiro está no teu olhar.