Paroles
(Verso 1) Chove forte em Diamantina,
Céu cinzento, é madrugada,
Os telhados são um rio,
Que desliza na calçada.
Cada gota conta histórias,
De garimpeiros, de poetas,
E as ladeiras se enchem d'água,
Como lágrimas secretas.
(Refrão)
E a chuva não pára, não cessa,
Diamantina molhada e imensa,
No silêncio do vento, só se ouve,
O pranto do céu que desce.
(Verso 2)
As luzes se apagam nas esquinas,
Sombras dançam nas janelas,
O batuque das gotas no chão,
É melodia tão singela.
Vê o Rio Jequitinhonha,
Inundando suas veias,
Diamantina adormece,
Sob a chuva que incendeia.
(Refrão)
E a chuva não pára, não cessa,
Diamantina molhada e imensa,
No silêncio do vento, só se ouve,
O pranto do céu que desce.
(Ponte)
Quantas noites, quantos dias,
Essa água vai levar,
Lavando ruas antigas,
Sem pressa de secar.
(Refrão)
E a chuva não pára, não cessa,
Diamantina molhada e imensa,
No silêncio do vento, só se ouve,
O pranto do céu que desce.
(Final)
Diamantina de ruas molhadas,
Cidade guardada em neblina,
Enquanto a chuva persiste,
A cidade respira e rima.