[Verso] No fundo do poço a dúvida se arrasta Grita alto sem resposta na cidade gasta E o vento corta o silêncio sujo Corações partidos a viver no escuro [Verso] A lama cobre o asfalto quebrado Sonhos mortos pela guerra do mercado E cada esquina traz o cheiro do medo Almas que dançam no fogo secreto [Refrão] Sedas queimadas no tempo perdido Sombras ecoam no grito contido Raiva e desespero queimam profundo Em cada acorde que revela o mundo [Verso] Metade do caminho engolido pelo nada Memórias perdidas em garrafas quebradas Olhos que fitam o vazio da rotina E a cidade de Londrina desbota na neblina [Verso] Paredes racham no frio da manhã Rostos cansados com a esperança vã O rugido do trem atravessa a noite E a solidão se pendura no açoite [Refrão] Sedas queimadas no tempo perdido Sombras ecoam no grito contido Raiva e desespero queimam profundo Em cada acorde que revela o mundo