O Primeiro Clérigo

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Música creada por Djan Lima Souza con Suno AI

O Primeiro Clérigo
v4

@Djan Lima Souza

O Primeiro Clérigo
v4

@Djan Lima Souza

Letra
[Intro]
Na noite em que a parteira
Lavou as mãos sem falar,
Uma mãe chamou pelo nome
Que ninguém ousava chamar.

[Verse 1]
Ery nasceu sem primeiro choro,
Frio em seus braços, pequeno e imóvel.
A mãe, de joelhos junto ao leito,
Fez da dor um juramento terrível.

“Senhor da última porta,
Escuta o que venho pedir:
Leva meu sopro, toma meu sangue,
Mas deixa meu filho existir.”

[Pre-Chorus]
E o quarto escureceu por dentro,
O lume curvou-se ao chão.
Uma voz saiu do silêncio,
Antiga como a criação.

[Chorus]
Morte, recebe o meu chamado,
Toma meu nome, mas não o dele.
Que Ery retorne ao mundo dos vivos,
Mesmo que a vida o marque na pele.
Morte, sela o pacto esta noite:
Meu filho será teu também.
Que a chama volte aos seus olhos —
E que ele desperte além.

[Verse 2]
O peito tremeu; o ar voltou,
Ery chorou sob o céu fechado.
Mas os cabelos, negros como a noite,
Tornaram-se brancos, fio por fio, prateados.

Um olho azul como água profunda,
Outro âmbar, cor de brasa ao morrer.
A mãe sorriu, exausta e pálida,
Sabendo que o preço viria a crescer.

[Pre-Chorus]
A Morte tomou-lhe a mão,
Sem coroa, sem esplendor:
“Será meu filho e meu primeiro clérigo;
Levará meu sinal e meu rigor.”

[Chorus]
Morte, recebe o meu chamado,
Toma meu nome, mas não o dele.
Que Ery retorne ao mundo dos vivos,
Mesmo que a vida o marque na pele.
Morte, sela o pacto esta noite:
Meu filho será teu também.
Que a chama volte aos seus olhos —
E que ele desperte além.

[Bridge]
Cresceu entre velas e nomes gravados,
Aprendeu a ouvir quem partiu.
Não rogava que a noite recuasse;
Guardava a passagem, firme e gentil.

Quando os moribundos o viam chegar,
Não havia mentira em seu olhar:
“Não temo a porta que se abre.
Conheço quem vai vos esperar.”

[Final Chorus]
Morte, recorda o antigo chamado,
A mãe que ofertou tudo o que tinha.
Ery caminha entre vivos e mortos,
Com duas cores na face sombria.
Primeiro clérigo, filho da noite,
De mãos que abençoam e dão adeus.
Seu cabelo branco conta o preço;
Seu coração ainda pertence aos seus.

[Outro]
Na noite em que a parteira
Lavou as mãos sem falar,
Uma mãe chamou pela Morte —
E ouviu seu filho respirar.
Estilo de música
Épico dark fantasy cinematográfico, balada folk-metal lenta em compasso marcado, cordas graves e tambores cerimoniais abrindo em tensão; versos íntimos com voz masculina grave e narrativa, refrão amplo com coro misto, guitarras pesadas e metais sombrios crescendo para um clímax dramático; produção detalhada, contraste entre silêncio ritual e impacto orquestral, dicção clara em português.

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