Letra
Forma-se um povo bom, muito bom, com grande miscigenação.
Nativos indígenas, sangue bom, e os portugueses na colonização.
Chegam os africanos, negão meu irmão, na etapa errada da escravidão.
Chegam imigrantes, europeus, zói azulão, asiáticos e outros de montão.
Cultura diversificada na terra moderna, mas portuguesa é a língua materna.
Sincretismo religioso, perna à perna, culinária rica, com musicalidade eterna.
Nasce o samba, música que externa hospitalidade e alegria paterna.
Dança índio, negro, branco e amarelo, uma aquarela, em identidade fraterna.
Do índio veio o conhecimento pra ficar. Da terra e uso de redes pra pescar.
Culinária da mandioca, milho, amendoim pra provar e Tupi-guarani pra falar.
Português trouxe a religião católica pra rezar e estrutura social pra ensinar.
Tradições gastronômicas e festivais pra farrear apearam no Brasil pra misturar.
O africano foi essencial na formação popular e cultural desse povo a se criar.
Com ele veio religião, muita reza e orixá, candomblé, umbanda e ritmos pra dançar.
Vieram batuques e lutas à maravilhar, como samba e capoeira e culinária pra provar.
Viva a cor, que cor bonita, pra bronzear, branco-negro-índio, é mulher pra endoidar.
Italianos, alemães, espanhóis, mil cidades, japoneses, árabes e tome diversidade.
Foram chegando e chegaram em felicidade mais pra miscigenar, nos dando maioridade.
Mistura biológica e cultural em igualdade, contribuindo para uma única identidade.
No meu DNA, aprendi em tenra idade, ter sangue negro, branco e índio em herança de bondade.
Nesse Brasil continental também temos elas, subculturas distintas e belas.
Sertaneja, nordestina, sulista, amazônica... Muito belas! Que mulheres são aquelas?
Sincretismo religioso, práticas servem em tigelas, de diferentes origens, nascem até Cinderelas.
Carnaval, festas juninas, folclore com moças belas, em formação plural em avenidas e vielas.
O bom do povo brasileiro é que é o tal, nessa grande diversidade étnica e cultural.
Mas, não importa a região ou o sotaque, não há mal, falamos o mesmo idioma local.
Tiramos sarro um do outro, bulling e coisa e tal, mas nas armas pegamos e brigamos igual.
Temos muito amor um pelo outro, somos tudo igual, e acreditamos em tudo bem no final.
Que cultura boa! E, não vale pisar na bola. Carrega tudo na mala ou na sacola.
Tem Samba, Sertanejo e Forró. Muito Funk, MPB ou Axé, comendo mocotó.
Melhor seria bater as botas. Com a língua nos dentes, na sepultura brota.
Seja no Chôro ou no Baião. Olha só. Pode ser maracatu, é pra dançar sem dó.
Na cara de pau, sem engolir sapo. Se está com a corda toda então tá no papo.
Bumba meu boi. Aqui, Ó! Vâmu de frevo e dançar um carimbó. Aqui procê, Ó!
Não viajar na maionese e dos outros não vale rir. É melhor fazer boca de siri.
O buraco é mais embaixo, no embalo, sem caçar chifre na cabeça de cavalo,