[Verso 1] Arrumei minha tralha velha na mala cansada Sem rumo Sem mapa Só pó na estrada Camisa rasgada cheira a café de boteco Foto amarelada Seu sorriso já cego
[Refrão] Minha tralha velha Meus pedaços de lembrança Cada nó de corda guarda um resto de esperança Se a vida me perde Você me acha na distância Entre o ferro enferrujado e a minha infância
[Verso 2] Tem carta amassada que nunca te enviei Botina furada das danças que eu dancei Guardei teu lenço manchado de despedida Um terço quebrado Promessa esquecida
[Refrão] Minha tralha velha Meus pedaços de lembrança Cada nó de corda guarda um resto de esperança Se a vida me perde Você me acha na distância Entre o ferro enferrujado e a minha infância
[Ponte] Se eu largar tudo aqui Quem me reconhece? Se eu jogar fora o passado Quem me merece? Melhor carregar esse peso que me sustenta Do que chegar leve em lugar que não me aguenta
[Refrão] Minha tralha velha Meus pedaços de lembrança Cada nó de corda guarda um resto de esperança Se a vida me perde Você me acha na distância Entre o ferro enferrujado e a minha infância
Estilo de música
Melancholic Brazilian folk duet: slow viola caipira arpeggios and soft, sighing accordion. Male low vocals in close harmony; verses stay sparse and intimate, breathing between phrases. Choruses bloom subtly with a second voice shadowing the melody and gentle background hums. Warm room reverb, low-end body on the voices, organic, lived-in texture throughout.