Letra
Eu sou Copacabana, me abana, leviana, sem cana.
Estou em Ipanema, meu lema, é teima, nessa cena.
E sou o bom, tô no Leblon, marrom como bombom.
Sinais de trânsito abertos para meu manifesto por tetos.
Meu autofalante grita, boca bendita, para gente maldita.
Do Leblon, por Ipanema, que bom, Copacabana, sem cana.
Sozinho criando o carnaval, sem mal, sou do bem, alto astral.
Faço o movimento, a passeata, um carro ao vento, não me mata.
Os prédios batem panela, bandeiras voam, cintilando das janelas.
O povo tá feroz, depois do medo atroz, canta liberdade, fraternidade
Igualdade, honestidade, humanidade, pluralidade, pra toda idade.
Orla da Zona Sul, viva a América do Sul! Apenas um som sob o céu azul.
Brasil na frente e vamos lá. Tem gente pra alimentar e cada boca beijar.
Meu Rio de Janeiro, meu fevereiro, mesmo sem dinheiro, sou guerreiro.
Verdadeiro e inteiro, sem ser apenas passageiro. Viva o Rio de Janeiro.
O bloco vai crescendo, o povo amadurecendo, quase se comendo.
A boca tremendo, num grito estupendo, um ao outro se dizendo.
Todo mundo se sendo, a tudo vou vendo, a todos enaltecendo.
O amor prevalecendo, um hino acontecendo, minha fala esclarecendo.
Meu papel vou exercendo, vai tudo florescendo, o Brasil resplandecendo.
É um país renascendo, vai se estabelecendo, em exemplo se oferecendo.
Estou no Norte, Nordeste, Leste, Oeste, Centro-oeste, Sul e Sudeste.
Nada se faz sem suar. É batalhar pra vida ganhar. Ninguém vai roubar.
Todo território nacional, uma só fala, é tudo igual, está feito o carnaval.
Imenso vendaval, verdadeiro festival, não mais serviçal, é tudo igual.
A arte como aval, o cidadão como mortal, trabalha igual, como tal,
ganha pão de açúcar ou sal, na maior moral, se faz a pátria maioral.
Na maior moral, se faz a pátria maioral. Na maior moral, se faz a pátria maioral.
Na maior moral, se faz a pátria maioral. Na maior moral, se faz a pátria maioral.
Pátria maioral, minha pátria maioral. É pátria maioral. Pátria maioral.