Letra
(Introdução – milonga lenta)
No silêncio da campina, onde o vento sempre canta,
Nasceram duas histórias, cada qual na sua estrada.
De mãos feridas da roça, de lida dura e sagrada,
Forjaram força e coragem, na vida simples da enxada.
(Estrofe 1 – Gilmar)
Gilmar, guri de campo, com o sol queimando o rosto,
Aprendeu desde bem cedo o valor de um novo agosto.
Plantou sonho em terra bruta, colheu fé em cada chão,
E fez no peito cinco estrelas, iluminando o coração.
(Verso especial dos filhos)
Diego foi o primeiro passo, firme como um campeador,
Depois vieram quatro flores, cada uma com seu valor:
Priscila, a ponta da lança; Laura, ternura e poesia,
Camila com luz serena; Natália trazendo alegria.
(Estrofe 2 – Marisa)
Marisa, flor serena dos ventos do Sul profundo,
Tocou a vida na raça, enfrentando meio mundo.
Com os pés no barro vermelho e o olhar cheio de esperança,
Guardou na alma um tesouro que hoje cresce na lembrança.
(Verso especial do filho)
Porque Rossano, seu menino, foi razão pra não cair,
Companhia de tantos dias, motivo pra persistir.
Nos caminhos da tempestade, foi porto e foi chão seguro,
Semente viva de amor, que ilumina o seu futuro.
(Refrão)
E hoje o tempo se ajoelha pra contar essa canção,
Sessenta anos de batalha, sessenta anos de emoção.
Duas vidas separadas, mas o destino decidiu:
Que o amor é o mate quente que a vida repartiu.
(Estrofe 3 – Quando se encontraram)
Quando o caminho cruzou, foi como um canto divino,
Dois corações campeiros trovando o mesmo destino.
E os filhos, cada qual na vida, viram o amor renascer:
Porque quem nasce da terra bruta sabe o que é florescer.
Estilo de música
Uma canção gaúcha sentimental, em ritmo de milonga lenta, contando a história de Marisa e Gilmar. Fala sobre a vida simples na roça, o trabalho duro no campo, os filhos que eles criaram