Letra
O Zangado (Seriema do Cerrado)
(Verso 1)
Lá vem o Seriema do Cerrado,
Com seu café mais caro, o povo fica assustado.
Magrelo feito um bonecão de Olinda a andar,
E sem queixo, parece uma cuíca do Agreste a chiar!
(Refrão)
Seriema, Seriema, com o café na mão,
É o mais caro da cidade, ninguém paga, não!
E quando traz o pão pro lanche no serviço,
É tão duro, tão difícil, parece até de feitiço!
(Verso 2)
Magrelo, ele vai, com o pão duro a reboque,
O povo se pergunta: “Será que o café tem estoque?”
E lá no serviço, ele mastiga devagar,
Mas o pão é tão duro que não dá pra aguentar.
(Refrão)
Seriema, Seriema, com o café na mão,
É o mais caro da cidade, ninguém paga, não!
E quando traz o pão pro lanche no serviço,
É tão duro, tão difícil, parece até de feitiço!
(Ponte)
Parece uma cuíca, magrelo e reclamão,
Com o café superfaturado e o pão de dar aflição!
Mas quem conhece sabe, ele é gente fina,
Só falta mesmo achar um pão que desafine.
(Refrão final)
Seriema, Seriema, com o café na mão,
É o mais caro da cidade, ninguém paga, não!
E quando traz o pão pro lanche no serviço,
É tão duro, tão difícil, parece até de feitiço!