Letra
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Na beira da estrada de terra e poeira,
Um homem da roça plantava seu chão,
Olhos cansados, mas alma ligeira,
No peito guardava um sonho em vão.Ele viu a moça, tão bela, tão fina,
De roupa vistosa, tão cheia de cor,
Enquanto seu mundo era a enxada e a sina,
O dela brilhava com o luxo e o amor.Mas o coração do homem sem pressa,
Bateu mais forte, sem medo ou pudor,
Porque o amor, amigo, nunca se apressa,
Cresce em silêncio, sem medir valor.Ela, dos salões, acostumada à dança,
Ele, do campo, com a mão calejada,
Mas nos olhos dela, ele viu a esperança,
E em seu sorriso, uma alma encantada.