[Intro] [dedilhado lento de guitarra portuguesa Respirações ao fundo]
[Verse 1] Na estação de Azambuja Cheira a terra e a café Um casaco velho à chuva E a saudade atrás de mim De pé
Vejo o Tejo lá ao fundo Como um espelho a tremer Parece o fim de um mundo Que eu não quis Mas vi nascer
[Chorus] Azambuja ao som da guitarra Cada nota é um passo que eu não dei Fado canta o que a boca não diz Chora por mim o que eu calei
Azambuja ao som da guitarra No trinco da porta onde te esperei Se a sorte não veio bater-me à janela Foi o fado que eu herdei
[Verse 2] Tinhas flores no cabelo E um riso meio fugaz Disseste “volto bem cedo” Mas partiste e nunca mais
Hoje falo com as paredes Com o banco do teu quintal O silêncio faz promessas Que o destino leva a mal
[Chorus] Azambuja ao som da guitarra Cada nota é um passo que eu não dei Fado canta o que a boca não diz Chora por mim o que eu calei
Azambuja ao som da guitarra No trinco da porta onde te esperei Se a sorte não veio bater-me à janela Foi o fado que eu herdei
[Bridge] (sempre a mesma rua) Sempre o mesmo cais (o relógio pára) Mas o fado vem atrás
[Chorus] Azambuja ao som da guitarra Cada nota é um passo que eu não dei Fado canta o que a boca não diz Chora por mim o que eu calei
Azambuja ao som da guitarra No trinco da porta onde te esperei Se a vida é só estrada e despedida És o adeus que eu nunca aceitei
Musikstyle
Raw Portuguese fado feel with guitarra portuguesa intro, sparse classical guitar and upright bass. Male vocals enter after a long rubato intro; verses stay intimate and close-mic, chorus swells with stronger vibrato and subtle room reverb. Occasional backing hums on refrão deepen the sorrow while keeping the storytelling front and center., fado