Eu não tenho terra, não tenho nação Atravessei o mar numa embarcação Deixei meus parentes, deixei meus irmãos chorando saudade de cortar coração Uma política violenta e de opressão Tiros e bombas e muita destruição Sem esperança, sem dinheiro e sem pão Vê horizonte triste só ruínas e desolação I no mediterrâneo aquela imensidão Arriscando a vida por não ter opção Viajar a noite naquela escuridão O mar está revólto avisa o capitão Gritos de socorros e sem salvação Barco a deriva e sem direção Sai em terra firme de outra nação Sozinho, sem filhos, sem esposa que situação Um sonho perdido e muita comoção
Noutra jornada junta grande multidão Sede, fome, chuva, inverno e verão Destino interrompido com chutes e empurrão Arâmes farpados, polícia, gaz e arma nas mãos Conduzindo a um campo de concentração Toda a faixa etária misturados em confinação Cada dia que se passava mais humilhação Fez lembrar de Hitler doutra ocasião Diz Jesus Cristo com muita precisão Que os últimos dias teria muita aflição Governos, Papa e ONU daria jeito não Tudo está escrito em sua revelação Isto é o início da grande tribulação São os áis da dor de aflição Eis o trinômio, política, ganância e corrupção Dos quais Jesus não fazia parte não È sinal da sua presença, aí, aí, aí Está preste o armagedom, aí, aí, aí