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Era 1789
Haviam vários grupos periféricos...
Artesões, alfaiates e escravos libertos.
Mas o grupo de escravos era demais,
os capitães não gostavam,
para eles era baderna...
Haviam a cor de pele negra
conhecida como não-brancos
e isso incomodava.
Decidiram então começar o processo de branquidão...
Trouxeram os europeus
e a mestiçagem começou.
E no meio da Bahia, um sussurro ecoou,
“Liberdade, igualdade”, o povo sonhou.
Mas o chicote ainda ardia, a dor não cessou,
E a cor da pele definia quem mandou e quem penou.
Nas ruas de Salvador, o sangue se misturou,
Negros, índios e brancos...
um só povo se formou.
Da mistura proibida, nasceu também o amor.
A pele clara ou escura, ninguém podia apagar.
Dos becos e senzalas, brotava a nação,
Brasil mestiço, de alma e coração.
Mas o “processo de branquear” quis apagar a cor,
Apagar a história, apagar o valor.
Só que nas veias pulsa o que ninguém pode negar,
A raiz africana nunca vai se calar.
Musikstyle
Pop, Nostalgia, Male Voice, 80-120 BPM