[Verso] Era um desgraçado com tosse de cão Na gaveta um xarope O seu único pão Mas a fome não perdoa Ai que tentação A couve de Bruxelas foi parar ao caldeirão
[Refrão] E do olho do cu Saiu um melro a cantar Trinado desgraçado Um aviso no ar Cuidado com o xarope e a verdura no prato Que o destino às vezes prega um ato insensato
[Verso 2] A mulher avisou "não mistures João" Mas ele riu-se alto "que sabes tu da razão?" Engoliu o jantar com bravura e fervor Sem saber que o melro vinha com tal furor
[Refrão] E do olho do cu Saiu um melro a cantar Trinado desgraçado Um aviso no ar Cuidado com o xarope e a verdura no prato Que o destino às vezes prega um ato insensato
[Ponte] Oh ciência Que misturas são estas? Xarope e couve Danças funestas Um melro voando Do ventre ao luar A tragédia do João Quem vai contar?
[Refrão] E do olho do cu Saiu um melro a cantar Trinado desgraçado Um aviso no ar Cuidado com o xarope e a verdura no prato Que o destino às vezes prega um ato insensato
Musikstyle
arranjo minimalista com guitarra e percussão suave, folk, acústico, satírico