Rogério tomou o campo, a alegria se foi, Na rua da Linha, crianças à espera de um herói. De risos e chutes, agora só um lamento, Um local sagrado, perdido ao relento. "Pagou, pode jogar!" é a nova regra imposta, Mas quem tem dinheiro? A esperança é a resposta. O sol brilha ainda sobre a grama apagada, Mas a infância clama por sua jornada. Agiota de Mutum, o destino o consome, Sonha em ser prefeito, mas quem vai lhe dar nome? Na sombra da dívida, seu plano se embaraça, Mas no coração da rua, a luta não se cansa. Um campo tomado, mas a luta não cessa, Um grito de liberdade, ecoando pela festa. Rogério, escuta! A alegria não se vai, As crianças são rebeldes, e seu sonho é um só: jogar!