Hoje, Nasce à manhã, Junto uma andorinha desfila alegre, toda tesa de sonhos nas asas do futuro. Carrega nos olhos A história da liberdade E nega a vida em cativeiro Aceita à morte no lugar das celas. Noutra sorte A gaiola Habitam pardais acorrentados Assistem o voo doutras aves e se ensaiam em lágrimas, São pardais, espécie voadora, Os que Sofrem calados, Mesmo com a força dos sonhos nas palmas das mãos voadoras E é assim que, Os sonhos d’ liberdade, cabem nas mãos de cada guerreiro a utopia, a força da luta! Mas à esperança da liberdade Vive em qualquer cativo Ou mesmo em qualquer ave E nisso A essência fica guardada, Como um mastro, Tão vivo, Na esperança dum amanhã Igual a todas vozes chamadas humanas Há-de ser um dia Liberdade a todas aves Mesmo as sem vozes de força na mãos, Liberdade, tem que ser para todas vidas!