[Verse] Ao pé da serra Na terra rachada O mandacaru se ergue sem dó O vento assopra poeira dourada Lembrança do tempo que o rio foi só [Chorus] Saudade do sertão Dos cactos e da brisa Do velho sanfoneiro que alegrava a vida Nas noites de forró O chão virava riso Dançando sob a lua Esquecendo dos avisos [Verse 2] Crianças correndo Pés descalços no chão Village de barro Paredes sem pintura O som da zabumba ecoa no sertão Memória guardada na alma com ternura [Chorus] Saudade do sertão Dos cactos e da brisa Do velho sanfoneiro que alegrava a vida Nas noites de forró O chão virava riso Dançando sob a lua Esquecendo dos avisos [Bridge] A velha canoa Guardiã do Riacho Deslizava mansa no espelho d’água Lembrança bordada em panos de facho Histórias contadas à luz da cabaça [Verse 3] Noitadas de festa Risos na varanda A viola chora Ecoando saudade O tempo parava O mundo abrandava No calor do sertão A mais pura verdade