**Verso 1:** Essas luzes dançam no ar, Lamparinas de um sonho a flutuar. Sussurros de almas perdidas, Na noite, suas sombras são feridas.
**Pré-refrão:** Cores que queimam em nuvens de cinza, Reflexos quebrados, a verdade se desliza. O céu se despede com um grito sutil, E as estrelas choram num lamento febril.
**Refrão:** Essas luzes da cidade, tão vazias e cruéis, Espelhos de ilusões em um mundo sem fiéis. Malvados caminham sob o brilho do mal, Enquanto os justos se perdem na bruma fatal.
**Verso 2:** Cada esquina guarda um segredo sombrio, Histórias tristes que ecoam no vazio. Essas vozes caladas pedem por libertação, Mas o silêncio é forte nessa escuridão.
**Pré-refrão:** Luzes brancas e negras fazem a dança da dor, Brilham intensamente como o aço do amor. Mas onde estão os sonhos que deveriam brilhar? Perdidos nas fendas do tempo a vagar.
**Refrão:** Essas luzes da cidade, tão vazias e cruéis, Espelhos de ilusões em um mundo sem fiéis. Malvados caminham sob o brilho do mal, Enquanto os justos se perdem na bruma fatal.
**Ponte:** E quando a lua sobe sobre esse mar de papel, Vejo as esperanças flutuarem no céu. Reflexos fugazes das promessas esquecidas— Na cidade onde as almas são sempre partidas.
**Refrão (final):** Essas luzes da cidade são só miragens banais— Um labirinto cruel com destinos mortais. Mas mesmo entre sombras há quem ainda sonhe; Pois até nas trevas uma nova aurora se ombreia.
**Outro:** Essas luzes... Essas luzes... da cidade de papel— Um retrato sombrio que ecoa no meu ser fiel. A saudade ressoa nas lamparinas ao vento; E eu sigo buscando… mais além desse tormento