كلمات
Sob o bronze ela chega, triste, tarde e sem surpresa,
As vezes no calor, as vezes no topor,
As vezes no brio, as vezes no ludibrio,
Na angustia e na agonia, resbuacando a poesia.
Vem envolta em uma aura escura, sem candura, e sempre impura,
Como os diabos caricatos, da macabra literatura,
Sai discreta e sem horrores, ao tinído lá das torres,
Na partida deixa o frio, o desencanto e o vazio.
Logo ele chega pela fresta, e desinquieta e bela sesta,
Chega quente e com rubor, despertando ao labor,
Causa medo, fome e agonia, lhe cobrando valentia,
No ardor, quase lhe consome, e exige mais do homem.
Se despede sorrateiramente, no horizonte decrescente,
Deixando seu legado, que sucumbi o fracassado,
Permutando-se pelo brilho artificial, e preenchendo as folhas do jornal,
E ela torna doentia, finda a fábula de mais um dia.