Senti o seu olho quente me acender a virilha como a quilha do navio sente o abrir-se da trilha, como, no pavio, a chama brilha e lança fagulhas! Senti o ferrão do cio como a carne sente a agulha! Se era bela? Era tudo! Como aquelas inventadas, pelos pincéis modeladas, pelos cordéis propaladas! Era escultural mulher como a moça de mil luas de aldeias ancestrais, de imemoriais festins, branca de marfim... e nua! Senti sua língua acesa em cada pêlo do corpo. Quis levantar vôo e fui vagando seus litorais. Nos seus grotões abissais, encontrei cem mil tesouros! Bebi seu líquido ouro, quando estourou seu açude... eu fui feliz como pude. Que mais posso ser, que mais?