Lyrics
(Verso 1)
Bem-vindo ao show, a festa começou,
Onde o burro é rei e o sábio calou.
A extrema-direita ganha a eleição,
No palco do Brasil, sem direção.
Marionetes dançam na televisão,
Desprezam a ciência, só gritam em vão.
O filme era sátira, virou previsão,
"Idiocracia" agora é nossa nação.
(Refrão)
E a gente assiste, sem reação,
Aplaudindo o caos da desinformação.
Brasil, a distopia virou real,
Onde a burrice é o ideal.
(Verso 2)
Água virou lucro, floresta virou pó,
Amazônia queima, e quem se importa?
Enquanto líderes fazem do palco seu ringue,
Transformam o país em um grande circo indie.
Promessas vazias, sem profundidade,
Entre gritos e memes, só a brutalidade.
A política é show, o povo na mão,
Na tela, o futuro é só alienação.
(Refrão)
E a gente assiste, sem reação,
Aplaudindo o caos da desinformação.
Brasil, a distopia virou real,
Onde a burrice é o ideal.
(Ponte)
Eles vendem o sonho de um mundo vazio,
Onde a razão foi jogada no rio.
Entre machismo e violência banal,
O amanhã é sombrio e irracional.
(Verso 3)
Lá no filme, isotônico, aqui mineração,
Destruição disfarçada de progresso em vão.
O riso virou lágrima, e a razão sumiu,
No Brasil de hoje, é cada um por si.
(Refrão)
E a gente assiste, sem reação,
Aplaudindo o caos da desinformação.
Brasil, a distopia virou real,
Onde a burrice é o ideal.
(Final)
No espelho do filme, uma visão fatal,
Idiocracia – a queda do ideal.
E assim seguimos, no mesmo canal,
Sem questionar, no show surreal.